PDBFF

Sobre o PDBFF

Conheça a trajetória do Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais.

Nossa história

O PDBFF teve origem em meio ao debate científico sobre a Teoria da Biogeografia de Ilhas nos anos 1970. Criado em 1979 como "Tamanho Mínimo Crítico de Ecossistemas", evoluiu para o Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF) em 1988.

Aproveitando essa discussão acadêmica, Thomas Lovejoy, através do WWF (Fundo Mundial para a Natureza), associado ao INPA e à SUFRAMA, planejaram um experimento que pudesse determinar o tamanho mínimo que uma área de floresta precisaria ter para manter e representar a biodiversidade da floresta. Com isso planejaram a manutenção de fragmentos florestais dentro de três grandes fazendas de gado que seriam criadas na área.

As reservas, estabelecidas entre 1979 e 1984, permitem estudos comparativos sobre os efeitos da fragmentação na biodiversidade amazônica. Uma vez que antes de isolar os fragmentos de floresta foram realizados levantamentos de alguns grupos biológicos, como árvores e aves, por exemplo. Esses inventários pré-isolamento garante o real entendimento das mudanças causadas pelo efeito da fragmentação da floresta e confere ao PDBFF pioneirismo e importância mundial na compreensão de paisagens fragmentadas da região.

Foto Equipe PDBFF

Nossa missão

1 Determinar as consequências ecológicas do desmatamento e da fragmentação das florestas tropicais sobre a fauna, flora e nas interações e processos ecossistêmicos na Amazônia.
2 Transferir a informação gerada a diferentes setores da sociedade para favorecer a conservação e o uso racional dos recursos florestais.
3 Treinar futuros profissionais para atuar em diversos campos de conhecimento relacionados ou não com fragmentação florestal.

Contribuindo para a conservação da floresta amazônica desde 1979.

Com uma abordagem multidisciplinar e de longo prazo, o PDBFF tem papel crucial na compreensão dos impactos da fragmentação florestal sobre a biodiversidade e nos processos ecológicos.

Fauna PDBFF

Fauna

Através de estudos detalhados de flora e fauna, temos sido capazes de entender como a fragmentação afeta a distribuição de espécies, a dinâmica populacional e os processos de interação ecológica. Além da diversidade biológica, o PDBFF também tem investigado os processos ecológicos fundamentais que ocorrem nos fragmentos florestais.

Flora

As descobertas do PDBFF não apenas contribuíram para o avanço do conhecimento científico, mas também tiveram um impacto direto nas políticas de conservação e na gestão ambiental. Os resultados dos estudos forneceram evidências cruciais para a implementação de áreas protegidas, corredores ecológicos e medidas de restauração de paisagens.

Flora PDBFF

O PDBFF tem o compromisso de contribuir com a conservação da Amazônia a partir do desenvolvimento da ciência na região.

O PDBFF é peça fundamental no quebra-cabeça da conservação ecológica. Sua abordagem abrangente e seus resultados significativos têm ajudado a orientar a pesquisa e a ação em prol da preservação dos ecossistemas florestais em todo o mundo.

À medida que enfrentamos desafios cada vez maiores relacionados à perda de habitat e à degradação ambiental, a importância contínua deste projeto é mais evidente do que nunca.

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Principais
Resultados
do PDBFF

Explore as descobertas científicas acumuladas ao longo de décadas de pesquisa sobre a fragmentação da floresta amazônica.

Biomassa e Mortalidade

A fragmentação resulta em perda substancial de biomassa, principalmente pela elevada mortalidade de árvores, sendo as grandes especialmente vulneráveis.

Essa perda não é compensada pelo crescimento de lianas e árvores pequenas, tornando-se uma fonte de emissão de gases do efeito estufa.

Mudança Florística

Espécies pioneiras tornam-se mais abundantes, enquanto as típicas de floresta madura tendem a desaparecer.

Ocorre uma mudança na distribuição de recursos (frutos e insetos) da copa em direção ao sub-bosque.

Ambientes Bióticos e Abióticos (Efeito de Borda)

A mortalidade de árvores é sete vezes maior nos primeiros 60m da borda. O microclima torna-se mais seco e quente. A composição de espécies (invertebrados, besouros, borboletas, aves e morcegos) muda consideravelmente.

Respostas da Fauna

As respostas são variáveis: a riqueza de aves, primatas, morcegos e insetos diminui, enquanto a de pequenos mamíferos, anfíbios e borboletas pode aumentar após o isolamento.

Ecologia e Teoria

O isolamento afeta processos como decomposição, polinização e dispersão de sementes.

Nota: A Teoria da Biogeografia de Ilhas não se aplica ao planejamento de reservas para anfíbios.

Dinâmica de Borda

Os ambientes de borda são altamente dinâmicos e tendem a penetrar no interior dos fragmentos em escalas maiores do que se pensava.

Vegetação Adjacente

O tipo de vegetação ao redor do fragmento tem efeito substancial na taxa de mortalidade e na recolonização por aves e primatas.

Persistência

Para aves, sapos e pequenos mamíferos, a persistência depende positivamente da abundância da espécie na matriz de entorno.

  • EL NIÑO As secas decorrentes do El Niño têm um importante efeito na mortalidade de árvores, especialmente em florestas fragmentadas.
  • SOLOS Em florestas de terra firme, a fertilidade dos solos tem um efeito importante sobre a biomassa de árvores e lianas.
  • ESTIMATIVAS Os valores de biomassa na floresta Amazônica central parecem maiores do que estimava-se anteriormente.
  • RARIDADE Foi constatado que árvores milenares são muito raras nas florestas Amazônicas.

Histórico de Uso: O histórico de uso da terra tem impacto significativo sobre a recuperação da floresta após o desmatamento, determinando diferenças na composição florística.

Sumidouro de Carbono: Florestas secundárias podem acumular de 90-120 toneladas de biomassa seca por hectare em apenas 10 anos.

Herbívoros: Têm um impacto negativo sobre a regeneração de áreas degradadas.

Regeneração Ativa
120 t/ha em 10 anos
Localização PDBFF

Onde estamos

A área de estudo do PDBFF compreende a Unidade de Conservação Federal, Área de Relevante Interesse Ecológico Projeto Dinâmica de Fragmentos Florestais (ARIE PDBFF), situada a aproximadamente 80 km ao norte do perímetro urbano de Manaus, capital do estado do Amazonas.

A ARIE é composta por 23 polígonos florestais, sendo 4 pertencentes ao município de Manaus e 19 ao município de Rio Preto da Eva, estado do Amazonas.

Contexto Regional

Manaus está na margem esquerda do rio Negro, na confluência com o rio Solimões, formando o rio Amazonas. Rio Preto da Eva é parte da região metropolitana de Manaus, faz parte do contexto.

Administração

A área do projeto está dentro do Distrito Agropecuário da Suframa – DAS, sob administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA). Os polígonos florestais estão distribuídos em três fazendas:

  • Dimona: 4 polígonos
  • Porto Alegre: 4 polígonos
  • Esteio: 15 polígonos
Acesso e Logística

O acesso à área é exclusivamente terrestre, via BR-174 (Manaus/AM a Boa Vista/RR) e AM-010 (Manaus/AM a Itacoatiara/AM), com ramais (estradas vicinais) conectando às fazendas. Os ramais podem apresentar dificuldades devido à falta de pavimentação e manutenção precária, especialmente após períodos chuvosos e o deslocamento até as áreas é feito por veículos tracionados.

Unidade sede

Estamos localizados no Campus II do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que está situado ao lado do campus principal (região Aleixo). Como ponto de referência, há a rotatória, conhecida também como Bola do Coroado.

A entrada do campus principal e do campus II estão na Av. Bem-Te-Vi, quase uma em frente da outra, a menos de 50 m da Av. André Araújo. A Av. Bem-Te-Vi dá também acesso ao Bosque da Ciência (INPA) e do bairro Petrópolis.

O prédio PDBFF é o de número 129 e fica cerca de 50 m à esquerda da portaria do campus II.


O prédio abriga salas da administração, logística, escritórios de funcionários, pesquisadores e alunos e ainda locais de triagem e de abrigo de algumas coleções de referência.