Em geral, áreas de interesse para conservação são estabelecidas com poucos estudos prévios e a partir da elaboração de um Plano de Manejo se estabelece o zoneamento, o uso que será dado a essa área e definem-se programas que, entre outros, tendem a ampliar o conhecimento abiótico e biótico da unidade de conservação. No caso da ARIE PDBFF o processo foi inverso, pois foi criada uma série de reservas com parcelas permanentes e trilhas de acesso com o intuito de monitorar a biodiversidade e as funções ecossistêmicas do local antes e após as alterações potenciais que o processo de fragmentação florestal, já programado, poderia causar.

A criação das reservas foi em 1979, a abertura efetiva das fazendas ocorreu logo após, entre 1980 e 1984 e prevendo a importância de proteger oficialmente as novas áreas de estudo, pela resolução no. 05 do CONAMA de 5 de junho de 1984 onde foi expressada a “necessidade urgente de tomar medidas para melhor salvaguardar algumas áreas naturais de grande importância ecológica” iniciou-se o processo de criação da ARIE que por fim, pelo decreto no. 91.884/85 da Presidência da República publicado no Diário Oficial da União em 6 de novembro de 1985 foi promulgada a criação da ARIE – Área de Relevante Interesse Ecológico, que ganhou o nome de PDBFF.

A UC é cogerida pelo ICMBio (http://www.icmbio.gov.br/portal/arie-projeto-dinamica-biologica-de-fragmentos-florestais) e pelo PDBFF/CODAM/INPA e apesar de ser uma das menores unidades de conservação da Amazônia brasileira é uma das áreas com o maior acúmulo de conhecimento.

Mesmo com a criação da ARIE ter sido em meados de 1980, apenas em 2010 foi designado pelo ICMBio uma funcionária do órgão como chefe da unidade. A novidade incentivou medidas conjuntas de gestão. Em 2012, uma nova chefia tomou posse e o processo de elaboração do primeiro Plano de Manejo da unidade foi iniciado. Também, já em 2015 tomou posse o primeiro Conselho Consultivo da ARIE.  O processo de elaboração do Plano de Manejo ainda está em curso, aguardando pareceres técnicos de analistas do ICMBio em Brasília.