Um novo estudo, realizado na floresta amazônica, sugere que a regeneração de florestas secundárias, 30 anos após a fragmentação florestal, permitiu que a diversidade filogenética de morcegos se recuperasse a níveis semelhantes aos de floresta primária contínua, e destaca que os efeitos negativos da fragmentação podem ser revertidos por meio da restauração florestal, oferecendo uma luz de esperança para o futuro da biodiversidade da floresta tropical.

O estudo, liderado pelo pesquisador Fábio Z. Farneda, atualmente pós-doutorando na Universidade Nacional da Colômbia, foi realizado no Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF) na Amazônia Central. Mais de 6.000 capturas de 46 espécies de morcegos foram realizadas para investigar como a regeneração da floresta secundária afetou a história evolutiva das comunidades. Quinze anos após a criação de uma série de fragmentos florestais pela queima e corte da floresta circundante, a maioria das linhagens de espécies de morcegos fortemente associadas à floresta primária desapareceram. Porém, trinta anos depois, e com a regeneração da vegetação secundária na matriz ao redor dos fragmentos florestais, muitas das linhagens de espécies anteriormente perdidas reapareceram.


Para saber mais, por favor, veja a resenha (
press release) em português e inglês e o pdf do artigo em anexo. Farneda et al. (2021) é a artigo no 823 da Série Técnica de publicações do PDBFF.

Farneda, F. Z.; Rocha, R.; Aninta, S. G.; López-Baucells, A.; Sampaio, E.; Palmeirim, J.; Bobrowiec, P. E. D.; Dambros, C. & Meyer, C. F. J. 2021. Bat phylogenetic responses to regenerating Amazonian forests. Journal of Applied Ecology 00:1-11. DOI:10.1111/1365-2664.14041.

 

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